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V Festicurtas - 2002

Realizado na mesma época e cidade do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, o Festicurtas se consolida, não como um concorrente, mas como um complemento, oferecendo mais uma opção de estilo às mostras que já acontecem naqueles dias.

Seguindo a tendência nacional, o Festicurtas também cresceu. Participaram 10 filmes, incluindo 2 vídeos institucionais, 2 documentários, 5 dramas e uma comédia.

Dos filmes, participaram 6 estados (Distrito Federal, Minas Gerais, Santa Catarina, Paraná, Rio de Janeiro e Amazonas), 26 cidades, 166 integrantes, entre diretores, técnicos especializados (figurinistas, maquiadores, câmeras, iluminadores, etc) e atores, todos de 19 igrejas evangélicas de 8 denominações diferentes (Assembléia de Deus, Batista Brasileira, Batista Independente, Batista Nacional, Comunidade Cristã, Renascer em Cristo, Sara Nossa Terra, Universal do Reino de Deus).

Apesar da chuva que caiu sobre Brasília, o público passou das 2.200 pessoas nos 3 dias do Festival, que teve cobertura de variados órgãos da Imprensa (Sites especializados, Jornais, Revistas, Rádios, TV), em vários estados.

Duas novas personagens marcaram presença: Os irmãos Lumiére. Inspirados no grande criador do cinematógrafo, levaram ao público informações sobre a história do cinema, história do Festicurtas e muita diversão em cinema mudo.

O filme mais premiado, levando cinco Curtas, foi Um Tiro na Noite, de Leandro Soares. O Curtas de melhor filme foi para O Toque, de Marlon Vargas, que também recebeu outros três Curtas. O Curtas de melhor filme eleito pelo público, foi para Xeque-Mate, de Jucelino Moreira.

Os curtas participantes:

Um Tiro na Noite, Drama, 29m58s, Leandro da Silva Soares, Brasília – DF. O drama de homem que consegue superar os maiores desafios em sua vida. Mas não resiste à maior decepção: a traição. Após oito anos de prisão por ter assassinado sua esposa com o amante, uma assistente social lhe mostra o caminho para a liberdade.

O Que Ninguém Faz Quando Todo o Mundo Deveria Fazer, Comédia, 05m53s, Tércio Ribas, Brasília – DF. Comédia bastante divertida. Por meio de rimas, dois rapazes conversam sobre valores básicos e como encaram em suas vidas o compromisso de serem cristãos. Enquanto conversam, no reino espiritual dois demônios anotam os resultados de seus trabalhos.

Pra Cima Brasil, Documentário, 05m00s, Sergem Jessui, Belo Horizonte – MG. Clipping musical ao som da canção de João Alexandre com imagens de diversas crianças e famílias alcançadas pelos trabalhos assistenciais da Visão Mundial, o filme é uma convocação ao trabalho voluntário cristão.

Trans-Ribeirinhos, Documentário, 09m00s, Jeremias N. dos Santos, Rio de Janeiro – RJ. Documentário sobre o trabalho de assistência social e espiritual promovido pela Junta de Missões Nacionais da Convenção Batista Brasileira aos povos que vivem nos afluentes do rio Amazonas durante todo o mês de julho deste ano. Foram mais de 400 participantes trabalhando em 13 municípios do Amazonas.

Projeto Colheita, Documentário, 17m00s, Roberto Bottrel, Belo Horizonte – MG
Uma colcha de retalhos construída com imagens de depoimentos de convertidos em várias igrejas no interior de Minas Gerais. Comemorando os 40 anos do Projeto, o filme mostra o poder do evangelho como elemento transformador e orientador das vidas do povo do sertão mineiro.

Conflitos, Drama, 30m00s, Djalma Vitorioso, Brasília – DF. O drama de uma adolescente que tinha o sonho de ser atriz e decide pagar qualquer preço para isso. Marcado por cenas fortes, o filme mostra de forma bastante realista as marcas de um grupo de garotas de programas e a reação de cada uma ao impacto do evangelho em suas vidas.

Onde Deus se esconde, Drama, 30m00s, Samuel Abreu, Florianópolis – SC. A história de um homem que tem sua vida arruinada na infância ao presenciar o assassinato de seus pais e de como Deus o resgata de uma vida miserável e sem esperança.

Gospel, Uma Reflexão, Documentário, 07m00s, Tércio Ribas Torres, Brasília – DF. Entrevista com os componentes da Banda Remanescentes, da Primeira Igreja Batista do Guará I, em Brasília. São abordados aspectos do ambiente gospel, como origem da música gospel e comportamento dos artistas evangélicos.

O Toque, Drama, 30m00s, Marlon Vargas, Xanxerê – PR. Ambientado no início da era cristã, a história conta o drama de um pastor de ovelhas obrigado a deixar a mulher, o filho e se afastar da sociedade por ter contraído lepra, uma doença que fazia vítimas de rejeição e morte. Mas seu lar é reconstruído quando, ao ser tocado por Jesus, ele é curado.

Xeque-Mate, Drama, 28m00s, Jucelino Moreira, Brasília – DF. Usando a figura metafórica de um jogo de xadrez, Satanás desafia a Deus para provar a fé de Marcelo, um servo fiel. Baseado na história do Livro de Jó, Xeque-Mate mostra a fé inabalável de um servo fiel em qualquer circunstância e as artimanhas do Diabo nos dias de hoje.

RESULTADO GERAL DA MOSTRA COMPETITIVA

  • Melhor Direção: Sandro Ferreira (Onde Deus se Esconde)
  • Melhor Roteiro: Leandro Soares (Um Tiro na Noite)
  • Melhor Maquiagem: Rosângela Florentino (O Toque)
  • Melhor Figurino: Flávia da Cruz (O Toque )
  • Melhor Fotografia: Aldo Rossi (O Toque)
  • Melhores Efeitos Especiais: José Valdez (Onde Deus se Esconde)
  • Melhor Trilha Sonora: Helom B. Carreirão (Onde Deus se Esconde)
  • Melhor Ator: Leandro Soares (Um Tiro na Noite)
  • Melhor Atriz: Sofia Lily Soares (Um Tiro na Noite)
  • Melhor Ator Coadj.: Paulo Caveira (O Que Ninguém Faz Quando Todo Mundo Deveria Fazer)
  • Melhor Atriz Coadj.: Tânia Vilarim (Um Tiro na Noite)
  • Melhor Filme (Juri): O Toque (Direção de Marlom Vargas)
  • Prêmio Especial do Juri: Um Tiro na Noite (Direção Frank Lopes)
  • Melhor Filme, eleito pelo público: Xeque-Mate (Direção: Jucelino Moreira)

IV Festicurtas - 2001

A edição de 2001 do FESTICURTAS – Festival Evangélico de Cinema e Vídeo Curta-metragem – foi um tremendo sucesso. Em média, esteve presente um público de 1.100 pessoas por dia, para assistir à mostra de sete curtas realizada no Auditório Eber Vasconcelos, na 905 Sul (Brasília/DF), nos dias 15, 16 e 17 de novembro daquele ano; sendo 5 filmes e dois documentários, que concorreram a quatorze prêmios.
O evento foi apresentado pelo já conhecido Laci (ator humorista com alguns trabalhos de sua autoria consagrados no meio artístico evangélico com a Cia do Riso, entre eles as peças “A Arca” e “Nicandro Gargando é o Show”). Também teve a presença de Mica, Dora e Josi, personagens representadas por Priscila Silva, Eneléia Cordeiro e Adriana Cordeiro e várias inserções de vídeos curtíssimas-metragens produzidos por elas e dos making-off de alguns dos filmes concorrentes.
A imprensa também esteve presente em peso com a maior cobertura da história do Festival. Alguns dos órgãos presentes foram O Jornal do Brasil, O Jornal de Brasília, O Arauto, TV Gênesis, Rede Boas Novas de Televisão, entre outros.
Enfim, o IV Festicurtas foi um grande sucesso. Houve um crescimento manifesto em todos os aspectos em comparação aos anos anteriores, seja na qualidade técnica dos concorrentes, seja na quantidade dos mesmos, na presença do público ou no interesse da imprensa. Aos poucos, o potencial do Festicurtas vai se revelando, e a cada dia percebemos a missão que Deus nos confiou. Orem por esse ministério para que seja um instrumento de Deus, fruto da manifestação da Sua maravilhosa graça.

Os Curtas participantes do IV FestiCurtas

Carnaval, de Sérgio Seiffert (DF),

Documentário. Duração: 6 minutos e 28 segundos.

Retrata o evangelismo realizado pela Mocidade para Cristo (MPC) em conjunto com o Grupo Remissão e algumas igrejas evangélicas do DF no Carnaval de 2001 em Brasília. Mostra o trabalho da MPC, que utilizou estratégias que foram desde teatro de pantomima à distribuição de copinhos de água mineral a fim de alcançar o máximo de foliões com a mensagem do evangelho.

A Célula, de Djalma Vitorioso (DF)

Drama. Duração: 26 minutos.

Um grupo de adolescentes crentes e seu líder de discipulado que fica abalado após um deles cometer suicídio por overdose, e instala-se um clima de tensão, levando-os à reflexão sobre questões de vida cristã. 

  • Melhor Ator Coadjuvante: Marcus Vinicius
  • Melhor Diretor: Djalma Vitorioso

O Resgate da Missionária Ryan, de José Rocha Filho (DF)

Comédia. Duração: 30 minutos.

Sátira cinematográfica. Missionária do Oriente Médio encontra tábuas dos 10 mandamentos e é seqüestrada. O resgate é feito por um grupo de agentes secretos brasileiros no melhor estilo trash dos filmes de espionagem.

 

 

  • Melhor filme pelo Júri:  José Rocha Filho
  • Melhor filme eleito pelo público: José Rocha Filho
  • Melhores Efeitos Especiais: José Rocha Filho
  • Melhor Figurino - Lilia Suhet e Ialane Rocha
  • Melhor Fotografia - José Rocha Filho
  • Melhor Maquiagem - Elaine Muniz e Sandra Alvez

Jesus, Água da Vida, de Sérgio Seiffert (DF)

Documentário. 4 minutos e 25 segundos

Outro documentário sobre o trabalho evangelístico da MPC em conjunto com igrejas evangélicas do DF. Desta vez o evangelismo é realizado durante a Micarecandanga (o Carnaval fora de época de Brasília). Em determinado momento, Ivete Sangalo veste camisa da MPC - " Tá com sede? Jesus mata a sua sede."

O Crente, de Roberto Bottreo (BH)

Comédia. Duração: 2 minutos.

Expõe diversas situações por que passa um crente superficial em clima de ironia.

Kairós - O Tempo de Deus, de Roberto Bottreo (BH)

Drama. Duração: 27 minutos.

Quatro garotos, amigos de infância crescem e tomam diferentes rumos em suas vidas. Procura expor a importância da tomada de decisões em nossas vidas e as conseqüências da confiança em nossa auto-suficiência em detrimento da confiança na vontade de Deus.

 

 

  • Melhor Roteiro: Daniel Van e Rafael Niepce
  • Melhor Atriz: Bárbara Malta
  • Melhor Ator: Rafael Niepce
  • Prêmio Especial do Juri: Roberto Bottrel

Las Panteras, de Liliane Rocha (DF)

Comédia. Duração: 29 minutos.

Sátira cinematográfica. Palhaço é eleito presidente em republiqueta latino-americana e torna-se ditador. Para restabelecer a democracia, Charlie convoca as três panteras.

  • Melhor Trilha Sonora: Diogo
  • Melhor Atriz Coadjuvante: Ítala Porto



Festicurtas.
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